terça-feira, 4 de novembro de 2008

AFETIVIDADE E LETRAMENTO

Profª Cristiane
O processo de ensino-aprendizagem durante muito foi centrado na transmissão de conhecimentos e na relação de poder do professor sobre o aluno, desconsiderando o aluno como sujeito neste processo.
Pesquisadores como Lev Semenovich Vygotsky, Jean Piaget e Henri Wallon lançaram uma nova luz sobre as discussões referentes ao processo ensino-aprendizagem, quando colocaram o sujeito no centro do mesmo. Suas pesquisas indicavam a importância dos processos afetivos no desenvolvimento cognitivo da criança.
Do ponto de vista psicanalítico, entende-se afetividade como um conjunto de fenômenos psíquicos manifestados sob a forma de emoções ou sentimentos e acompanhados da impressão de prazer ou dor, satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza.
No entanto, a sociedade atual alimenta um idéia equivocada de que afetividade está relacionada ao "gostar de" ou "não gostar" de algo ou alguém, reduzindo a importância de outras emoções no nosso cotidiano.
As emoções estão presentes em nossa formação enquanto sujeitos e possibilitam a ampliação de nosso espectro cultural. Resistir a algo, confrontar indicam expressões do ser humano na interação com o mundo que vive. Neste sentido, todas as emoções são fundamentais no desenvolvimento intelectual de uma criança.
Mas o que isso tem a ver com a escola?
Durante muito tempo a escola alimentou a dicotomia entre saber (objetivo) e o sentir (subjetivo), desprezando as reais possibilidades do desenvolvimento cognitivo se ampliar além do aprendizado mecânico ao qual a criança era submetida, classificando-a entre os que "aprendiam" e os que "não aprendiam" daquela forma.
Atualmente, temos a possibilidade de explorar alternativas diversas, focalizando sempre a criança como o centro do processo de ensino-aprendizagem e considerando toda sua individualidade.
O letramento se dá no decorrer da vida através da experiência pessoal do ser humano. Toda a bagagem cultural adquirida propicia a formação de sua identidade. Partindo desta perspectiva, o letramento é um conceito impregnado de individualidade, visto que cada ser humano vive imerso a práticas sociais diversas e interage afetivamente em cada uma delas.
Letramento e afetividade têm uma relação intrínseca. Diríamos mais, indissociável. Não é possível letrar-se em meio a ausência de sentimentos. As motivações pessoais conduzem as práticas sociais.
O grande desafio da escola é desfazer a dicotomia entre saber e sentir e incentivar uma postura do letrar com afetividade.

Alfabetização ou letramento?

PROFª CRISTIANE-SÃO PAULO
Nos dias atuais é comum ouvir as expressões "alfabetização" e "letramento" no meio acadêmico para se referir ao processo de aprendizagem da língua escrita. Alfabetização no sentido de se aprender a técnica da escrita em si e letramento para se referir a aquisição de competências para fazer uso de práticas sociais de escrita, focalizando os aspectos sócio-culturais de uma sociedade.Num sentido mais amplo, letramento é um processo que vai muito além da aquisição das ferramentas da escrita, exigindo uma compreensão das práticas sociais de escrita no contexto do aluno.A ampliação do conceito nos traz um salto qualitativo na forma de aprender a "escrever", visto que a técnica não mais é colocada no centro da apredizagem, mas o uso social da escrita dentro de contextos específicos.Ao permitir que o sujeito interprete, divirta-se, seduza, sistematize, confronte, induza, documente, informe, oriente-se, reivindique, e garanta a sua memória, o efetivo uso da escrita garante-lhe uma condição diferenciada na sua relação com o mundo, um estado não necessariamente conquistado por aquele que apenas domina o código (Soares, 1998).Obviamente, a técnica é necessária, porém o fundamental é que o sujeito compreenda que sua relação com o mundo escrito vai muito além da decifração de códigos. Seu vínculo afetivo com as práticas sociais de escrita colaboram para o efetivo exercício de sua individualidade dentro de uma sociedade.Enquanto a técnica de escrita pode levar um curto tempo para se aprender, o letramento se faz no decorrer de uma vida, visto que o ser humano aprende o tempo todo e as práticas sociais vão se diversificando.O letramento não é igual para todos, pois está vinculado a formação ética e estética do aluno. Sua competência de fazer uso de práticas sociais vai sendo ampliada na medida em que acumula experiências e constrói conhecimentos. Suas necessidades são colocadas em foco e todas as ferramentas que aprendeu durante sua vida são utilizadas para resolver situações de seu contexto.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

CELSO ANTUNES

Inclusão é a transformação do sistema educacional, de forma a encontrar meios de alcançar níveis que não estavam sendo contemplados. Eu compreendo a inclusão como um processo em três níveis: o primeiro é a presença, o que significa, estar na escola. Mas não é suficiente o aluno estar na escola, ele precisa participar.O segundo, portanto, é a participação. O aluno pode estar presente, mas não necessariamente participando. É preciso, então, dar condições para que o aluno realmente participe das atividades escolares. O terceiro é a aquisição de conhecimentos - o aluno pode estar presente na escola, participando e não estar aprendendo. Portanto ,conclui Antunes ,inclusão significa o aluno estar na escola, participando, aprendendo e desenvolvendo suas potencialidades.Um outro aspecto da inclusão é identificar e sobrepujar as barreiras que impedem os alunos de adquirir conhecimentos acadêmicos. Essas barreiras podem ser: a organização da escola, o prédio, o currículo, a forma de ensinar e muitas vezes as barreiras que estão na mente das pessoas. Estas são as mais difíceis.

Um erro que educador algum pode cometer,diz Antunes é acreditar que trabalhar a inclusão seja tarefa fácil ou se resuma na adoção de uma ou de outra situação de aprendizagem. Essa questão é extremamente ampla e por envolver valores e preconceitos que estão arraigados em nossa cultura e introjetados em nossa mente, um trabalho verdadeiramente sério implica em projeto de estruturação progressiva e mudança significativa. É por essa razão que o que nesta crônica se procura não é resolver os arraigados princípios que delimitam a inclusão, antes propiciar um momento em sala de aula que possa despertar pensamentos sobre porque excluímos. Sabemos que esta contribuição é quase nada, mas também não ignoramos que não se constroem viadutos sem a participação singela de pequeninos tijolos.

Para Antunes,inteligência constitui um potencial biopsicológico que no ser humano ajuda-o a resolver problemas. Dessa forma representa atributo inato à espécie e assim nascemos com nossas diferentes inteligências, cabendo ao ambiente no qual se inclui naturalmente a escola, mais acentuadamente estimulá-las.

A “competência” não é inata e, portanto, constitui atributo adquirido. Representa a capacidade de usar nossas inteligências, assim como pensamentos, memória e outros recursos mentais para realizar com eficiência uma tarefa desejada. Se ao buscar um destino qualquer descobrimos que a estrada foi interrompida, nossas inteligências levam-se a essa constatação e a certeza de que se deve buscar outra saída, mas a forma como faremos determina o grau de competência da pessoa. Como se percebe, a competência é a operacionalização da inteligência, e a forma concreta e prática de colocá-la em ação. Assim posto, ao trabalhar as diferentes inteligências humanas, pode o professor ativar diferentes competências. Percebe-se dessa maneira que a noção de “competência” surge quando aparece ou é proposto um problema, pois este desafio é que mostrará a forma melhor em superá-lo. Superar um problema com competência, entretanto, não implica que tenhamos habilidade para fazê-lo.

A habilidade é produto do treino e do aprimoramento de nossa destreza,argumenta Antunes,para que esses conceitos se ajustem a prática, desenvolvamos o seguinte exemplo: o automóvel que nos leva a praia empaca em meio à estrada; nossas inteligências detectam esse problema e a necessidade em superá-lo. Se tivermos competência para isso, apanhamos a caixa de ferramentas e colocamo-nos em ação, se não temos que ao menos tenhamos uma outra competência, a de chamar depressa um mecânico. Supondo que saibamos consertar a peça defeituosa e, dessa forma, resolvendo de forma pertinente o problema que nos empaca, o faremos com maior ou com menor habilidade. Se o problema é histórico em nosso carro e em nossa vida, provavelmente já conquistamos habilidade maior em substituir ou consertar a peça defeituosa.

Levando-se esse exemplo para sala de aula, podemos ao ensinar um ou outro conteúdo explorar suas implicações lingüísticas, lógico-matemáticas, espaciais, corporais e outras. Podemos ainda, propondo desafios e arquitetando problemas, treinar competências nossas e de nossos alunos, verificando que alguns as usam com notável habilidade, outros com habilidade menor que, com persistência poderá crescer.
O trabalho com inteligências múltiplas em sala de aula pressupõe uma reflexão construtivista, voltada para o despertar progressivo de competências e sua transferência para vida prática através do desenvolvimento de muitas habilidades que aos poucos se aprimora. Essa concepção se opõe a idéia de que o saber transfere-se de uma pessoa para outra como algo que estando pronto vem de fora e se encaixa na mente do aluno

O PROFISSIONAL DO SÉCULO XXI

HAMILTON WERNECK

Permanecendo o que somos, não nos podemos tornar aquilo que precisamos ser. Jamais, na história da humanidade, o ser humano foi tão testado e posto à prova. E em plena era de globalização e da informatização só terá espaço todo aquele que souber, exatamente, o que deseja alcançar e usar toda a sua força e inteligência para abrir novos caminhos e chegar aonde deseja.
Será necessário que o profissional de hoje saiba: Definir suas metas. Buscar novos conhecimentos. Usar a comunicação como diferencial.Fazer seu marketing pessoal com simplicidade e ousadia. Relacionar-se bem com colegas, superiores e clientes. Buscar sempre a excelência profissional.
Some-se a esses requisitos a habilidade de enfrentar crises e mudanças repentinas, pois quem não tiver a mente aberta para as novidades do mercado de trabalho, ficará perdido e sem rumo na vida.
O profissional deste novo século precisará inovar sempre, acreditar no seu potencial, fortalecer seus pontos fracos e usar com maestria suas habilidades natas.
GRANDES ESCOLAS DO CONHECIMENTO COM AS CONSEQÜÊNCIAS PARA A HUMANIZAÇÃO DA PESSOA.Apresenta o DETERMINISMO que são:Escola de certezas,escolas das promessas,Escola das incertezas,Escola mecanicista,Escola linear ,Reducionismo e separação cartesiana,Tempo separado do espaço (Newton)
Com o POSITIVISMO INTERACIONISMO apresenta-se em:Disciplinas estanques.Áreas estanques. Instrução e FormaçãoPessoas engavetadas,Alunos classificados,Setores que não se conhecem...,Integra sujeito e objeto,Interdisciplinaridade,Temas transversais,Áreas e setores da escola integradas. ,Ninguém está isolado.
Busca-se a UNIDADE!!!CONTRADIÇÕES PERIGOSAS:Unidade cristã versus racionalismo cartesiano.,Confundir visão abrangente com holismo esotérico.,Visão cristã versus agnosticismo de Augusto Comte e Richard Dawkins.,Esperança cristã versus seleção darwiniana.
FORMAS DE CONHECIMENTO e HUMANIZAÇÃO DA PESSOA,Mas quem lê cresce na vida,E adquire sucesso.,Veja que contradição,Um progride, o outro não,Um prossegue, o outro fica.,Um eleva o pensamento,Consegue conhecimento,Mas o outro se complica.
OS DESEJOS DOS PROFESSORES:Desejos conforme sua visão de mundo.conforme suas necessidades. a sua lógica., de acordo com uma cultura sólida.,quem se tornou professor por não ter uma outra opção? Será?Como ter desejos em condições infra humanas?
O CONHECIMENTO DISRUPTIVO.é Romper tradições. com o mandonismo.,Ter coragem para desconstruir.Ter coragem para exigir.Ter coragem para questionar.Ter coragem para exigir concursos públicos que garantam os contratos e impeçam o “jogo politiqueiro”.
SENSIBILIDADE PARA CONHECER. ePARA HUMANIZAR.NÓS QUEREMOS LINEARIDADE,LÓGICA,SOLIDEZ,FOCO.ELES QUEREM COMPLEXIDADE cuLTURA LÍQUIDA,DIÁSPORA,SUBSÍDIOS DA CIÊNCIA e a INCORPORAÇÃO AOS SISTEMAS EDUCACIONAIS CAPAZES DE HUMANIZAR.
RESILIÊNCIA:Resposta aos desafios.Flexibilidade e capacidade de recuperação.Atitude otimista.Considera a abertura ao novo, ao outro e à realidade subjacente.Facilita a conjugação entre stress e copping.CONHECER PARA EDUCAR FILHOS,A EDUCAÇÃO HUMANA NO CONTEXTO DA FAMÍLIA.
O profissional da sala de aula tem que ser um todo,não se permite ter vida fora da escola,em família,temos que viver em função do aluno,pois os pais não querem mais ter essa responsabilidade.Educação se confundiu com conhecimento.Os pais confunde a escola em prestar serviços,despojados de suas obrigações.

ALFABETO CORPORAL


MARIA AUGUSTA ROSSINI

O Alfabeto Corporal descreve uma experiência de psicomotricidade que vem de encontro à necessidade que o ser humano tem de se harmonizar com o mundo exterior, na busca do equilíbrio entre o racional e o emocional”.Com a prática do Alfabeto Corporal deixamos nosso corpo revelar nosso inconsciente e mostrar toda riqueza, energia e força represadas dentro de nós mesmos.

O alfabeto corporal é uma atividade que proporciona a seus praticantes uma melhor qualidade de vida. Sua prática estimula o desenvolvimento do ser humano em seus aspectos bio-psico-social-emocional, pois pela oportunidade de nos expressarmos corporalmente vamos aliviar tensões e relaxar. Para formar cidadãos atuantes e conscientes não basta apenas ensinar as letras com seus usos distintos na sociedade. É preciso alfabetizá-lo também na linguagem corporal para que ele possa interagir de maneira plena no seu grupo social. Crianças não alfabetizadas são muito beneficiadas, pois é uma excelente atividade de prontidão, visto que ela interioriza corporalmente o alfabeto antes de conhecer os símbolos.
A prática do alfabeto possibilita fazer leituras das mais variadas. É possível sentir diferenças em algumas reações quando descrevemos as vogais ou as consoantes, ou se fazemos uso dos membros superiores e inferiores.
Pode-se dizer que os braços e mãos exteriorizam nossos sentimentos como alegria, tristeza, negação, agressividade, devoção. É uma forma de comunicar nossa natureza com o mundo, eliminando as tensões que sobrecarregam nosso inconsciente.
Com as crianças, essa prática satisfaz a necessidade de movimento e ação (característica da infância) e também estimula a expressão e o conhecimento corporais.
OS braços, mãos, postura do corpo, olhos... enfim, todo o nosso corpo, emite frases inteiras que nossas vozes não pronuciaram. E esta linguagem é desenvolvida concomitantemente com o desenvolvimento da percepção de cada um, da consciência que ele tem de si e do mundo que o cerca.
A movimentação consciente do corpo proporciona conhecimento de suas partes e também do espaço que ele ocupa. O alfabeto corporal é uma atividade que proporciona a seus praticantes uma melhor qualidade de vida.
Sua prática estimula o desenvolvimento do ser humano em seus aspectos bio-psico-social-emocional; pois, pela oportunidade de nos expressarmos corporalmente, vamos aliviar tensões e relaxar.
Para formar cidadãos atuantes e conscientes não basta apenas ensinar as letras com seus usos distintos na sociedade. É preciso alfabetizá-los, também, na linguagem corporal, para que eles possam interagir de maneira plena em seu grupo social.
Crianças não alfabetizadas são muito beneficiadas, pois é uma excelente atividade de prontidão, visto que elas interiorizam corporalmente o alfabeto antes de conhecerem os símbolos.
Além disso, as ações intencionais dos movimentos de cada letra, dissociadas ou associadas, não envolvem simplesmente a mobilização de certos grupos musculares, como na ginástica.
Seus movimentos significativos estimulam: respiração, equilíbrio, postura, coordenação motora, lateralidade, flexibilidade, tonicidade muscular, ritmo, harmonia na expressão corporal, criatividade.

Caminhos para aprendizagem



Chafic Jbeili
Porque algumas pessoas aprendem mais rápido do que outras?
Porque algumas pessoas demonstram mais aptidão para aprendizagem?
Será que existe uma ponte entre as dificuldades e as facilidades da aprendizagem?
Será que há um caminho que pode ser trilhado por todos para alcançar o sucesso escolar ou acadêmico?
Eu digo que sim!
Em primeiro lugar é preciso desvencilhar-se da péssima tendência da comparação com o outro. A única comparação viável e aconselhável é com a própria pessoa em diferentes fases. Não se deve comparar Joãozinho com o Zezinho, mas o Joãozinho com ele mesmo e o Zezinho com ele mesmo. Aquela brincadeira do antes e depois em relação a si mesmo é muito bem vinda nesse caso, desde que haja disposição para avaliar construtivamente as causas que modificaram um estado anterior para um estado atual.
A comparação de qualquer natureza entre pessoas é uma tormenta tão perversa quanto imagino deva ser a própria condição do inferno.
Em segundo lugar é preciso observar as limitações irreversíveis que cada pessoa possui, entre elas, dificuldades ou debilidades nos órgãos do sentido que impedem a aprendizagem. Quanto às limitações variáveis, estas podem ser trabalhadas e as potencialidades ampliadas como é o caso da atenção e da memória, componentes essenciais para a compreensão e retenção de conteúdos essenciais ao aprender.
Em terceiro lugar é preciso compreender que o corpo é como uma máquina e precisa de combustível para funcionar. O combustível do corpo é o alimento. Alimentos ricos em fósforo, potássio, cálcio favorecem o funcionamento do cérebro e, por conseguinte a disposição para a aprendizagem. Crianças mal alimentadas e desnutridas dificilmente terão atenção e memória suficientes para compreender e reter qualquer conteúdo. O pouco do nutriente que lhe está disponível no corpo é para manter as funções primárias (coração, respiração etc) em funcionamento e, às vezes, mal consegue mantê-la em pé. Nota-se a disposição debilitada de crianças que já acordam cansadas e que pedem colo o tempo todo. Mal conseguem correr 20 metros e já estão exauridas. Não há energia sobrando para suprir de forma significativa as funções secundárias, tais como atenção e memória, por exemplo. Como poderão investir energia em aprendizagem?
Antes de lecionar qualquer conteúdo verifique se a pessoa está alimentada e descansada.
Em quarto lugar destaco o estado emocional. Crianças que vivem em ambientes com clima de medo e tensão possuem maior quantidade de adrenalina e cortisol no organismo. A adrenalina acelera o metabolismo do corpo para elevar a freqüência cardíaca e aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos e, assim, deixar a pessoa preparada para fuga ou defesa. Esse processo gasta enorme quantidade de glicose e oxigênio, sendo que o cérebro desprovido destes dois componentes perde sua condição de consciência e racionalidade, operando por impulso e mantendo apenas o controle das funções primárias. Como poderão dispor de atenção concentrada na atividade de aprendizagem?
Antes de lecionar qualquer conteúdo, faça algum exercício de respiração com o aprendente e proceda alguma dinâmica de relaxação para que o cérebro retome seu estado de consciência e racionalidade.
Em quinto lugar, estando a criança alimentada e relaxada, utilize do lúdico para lecionar qualquer conteúdo, pois o componente emocional no processo ensino-aprendizagem é essencial para fixação de conteúdos significativos. Mesmo considerando as eventuais limitações que cada pessoa possui, aprenderá melhor e mais rápido aquele que estiver bem alimentado, com suas necessidades básicas saciadas, com baixos níveis de adrenalina e cortisol no organismo e que tenha a oportunidade de aprender brincando e brincar aprendendo.
Para aprender a pessoa precisa estar adequadamente alimentada, descansada, sem excesso de cortisol no organismo, sem excesso de adrenalina, protegida para errar à vontade e estimulada a manipular o conteúdo proposto de forma lúdica e divertida.
Para selar esse processo com parafina real e formar um ciclo vicioso produtivo ofereça reforço positivo ao comportamento esperado, elogiando os resultados (por mínimo que seja) e valorizando cada pequena conquista com demonstrações de afeto, carinho, reconhecimento e amor, muito amor! Estes são os caminhos para aprendizagem e não há quem resista, ainda que haja limites e limitações nas pessoas ou no fascinante processo ensino-aprendizagem

COMO O CEREBRO APRENDE

RENATO CESAR BINI


NEUROFISIOLOGICAMENTE TEMOS 5 SENTIDOS:VISÃO,OLFATO,PALADAR,AUDIÇAO E PALADAR.
PERCEBEMOS A REALIDADE ATRAVÉS DESTA PERCEPÇÕES.
Temos a linguagem oriunda dessa percepção
Quando crianças aprendemos a linguagem verbal e não verbal,para uma visão do que nossos pais achavam certo
Isso chama-se sintaxe mental.
O cérebro tanto meu seu ou t=dos alunos existem um modelo lingüístico
Essas informações recebemos ao longo de nossa existencia.
Com nossa percepção diferenciada,somos mais visuais,ou mais auditivos ou ainda mais táteis ou cinestesicos.
Uns aprendem visualmente,outros auditivamente e outros cinestesicamente.
O professor tem que aprender que a qualidade do ensino depende da sua comunicação.Pensamos que o aluno não aprende quando o professor não sabe se expressar.
O professor tem que se esforçar para ensinar a forma em que o aluno aprenda..Ajustar a sua linguagem com as dos seus alunos.Observar como falam e escrevem.
Alunos aprendem fazendo,outros ouvindo e outros manipulando objetos,Uns precisam de mais atenção do professor ate na intervenção afetiva,outros basta falar e expor as ideiasHá uma diferença das duas metades do cérebro:o lado esquerdo refere-se a linguagem falada e controla o lado direito do corpo.Quanto o lado direito do cérebro controla o lado direito do corpo ea nossa razão e emoção.
Um processo muito eficaz na aprendizagem é gostar do que estamos fazendo,se ensinamos com amor o aluno aprenderá,pois o professor usa de muitos recursos para ensinar e estimular o pensamento e a aprendizagem.
Tendo uma habilidade ou talento em alguma coisa,mudaremos o comportamento e o ambiente.
ESPIRITUALIDADE>IDENTIDADE>CRENÇA/VALORES>CAPACIDADES>COMPORTAMENTO>AMBIENTE.
A MUDANÇA DE AMBIENTE INCENTIVA O APRENDIZADO.
Professores precisam implantar valores e crenças que fortaleçam o aprender a aprender