domingo, 14 de março de 2010

CONTOS DE FADAS E PSICOPEDAGOGIA: uma proposta de utilização em sala deaula e nos atendimentos psicopedagógicos.

Procuramos explicitar até agora, alguns dos motivos pelos quais as
crianças devem ter acesso aos contos de fadas.

Acreditamos que eles devem estar presentes nas salas de aula e
também nas sessões de psicopedagogia.

No entanto, sabemos também que a literatura não está tão presente
nas salas quanto deveria. Isso porque para muitos professores a literatura é um
conteúdo sem significado, pois não tem um objetivo técnico preciso de obter algum
conhecimento (AMARILHA, 2001, p. 45). Ou seja, a literatura só tem valor quando
acompanhada de algum ensinamento, quando possui explicitamente cunho
pedagógico.

Essa idéia já é antiga. Desde o início da história da Literatura Infantil
essa idéia esteve presente, tendo sempre uma faceta utilitarista, especialmente de
fundo moral.

A idéia de literatura-prazer e das funções psicológicas são recentes,
mas precisam ser conhecidas pelos educadores.

Com o avanço de pesquisas de tantas áreas, a literatura não pode mais
estar relegada a segundo plano como vem sendo até então. Precisa ser dado a ela o
papel que lhe cabe.

Segundo Amarilha (2001, p.17) a literatura é usada na sala de aula
especialmente como um instrumento de controle sobre as crianças. Isso acontece
porque uma história é sempre bem recebida por elas e diante do “caos” instalado na
sala, muitos professores anunciam uma história, fazendo com que o silêncio volte a
reinar.


Portanto, essas situações são predominantemente improvisadas, sem
outras intenções do professor em relação à literatura. Assim, Amarilha (2001, p.18)
chama a atenção para o que denominou de “Síndrome de Sherazade”, a função
simplesmente utilitarista que é dada à literatura infantil. No entanto, seria interessante
que nos perguntássemos: que poder é esse que existe com a literatura que faz com
que crianças tão dinâmicas se aquietem? No mínimo isso deveria fazer com que
professores parassem para pensar sobre a sedução e importância da literatura em sua
prática.

Quando ouvimos uma história e nos envolvemos com ela, há um
processo de identificação com alguns personagens. Isso faz com que o indivíduo viva
um jogo ficcional, projetando-se na trama.

O jogo que o texto proporciona é de natureza dramática. Ao entrar na trama de
uma narrativa, o ouvinte ou leitor penetra no teatro. Mas, do lado do palco ele
não só assiste ao desenrolar do enredo como pode encarnar um personagem,
vestir sua máscara e viver suas emoções, seus dilemas. Dessa forma, ele se
projeta no outro através desse jogo de espelho, ganha autonomia e ensaia
atitudes e esquemas práticos necessários a vida adulta (AMARILHA, p.53).

Assim, a história proporciona ao indivíduo viver além de sua vida
imediata, “vivenciar” outras experiências. Por isso seduz, encanta e embriaga. Mesmo
sem tarefa, sem nota, sem prova, a literatura educa e, portanto e importante
pedagogicamente (AMARILHA, 2001, p. 56).

Diante dessas constatações, podemos afirmar que tudo isso se aplica
aos contos de fadas, acrescentando-se ainda toda a importância psicológica de que já
tratamos. No entanto, não basta incluir os contos de fadas na rotina da sala de aula,
nos atendimentos psicopedagógicos ou mesmo em casa. Alguns cuidados devem ser
tomados para que eles possam verdadeiramente ser significativos para as crianças.


Alguns cuidados ao se trabalhar com os contos de fadas

Ao ouvir uma história desse tipo é preciso que se dê tempo às crianças,
não ocupando-as logo em seguida com outra atividade ou outra história. É preciso que
as crianças tenham a oportunidade de verdadeiramente “mergulhar” na atmosfera do
conto, que possam falar sobre ele, sobre assuntos e sentimentos despertados. Só
assim o conto terá desempenhado sua função emocional e intelectual.

Quando um conto fala aos seus problemas e dificuldades interiores, a
criança freqüentemente pede que lhe contem a história outra vez. Essa atitude poderá
indicar que a história ouvida, de alguma forma está sendo importante e lhe trazendo
respostas. Nesse caso, o adulto que lhe contou a história (seja pais ou professores)
deve repetir a história tantas vezes quanto a criança solicitar.

Isso acontece porque a criança precisa ouvir muitas vezes uma história
para “acreditar” nela e fazer com que a visão otimista veiculada por ela seja parte de
sua concepção de mundo.

A criança “sente” qual dos contos de fadas é verdadeiro para sua situação
interna no momento (com a qual é incapaz de lidar por conta própria) e também
sente onde a história lhe fornece uma forma de poder enfrentar um problema
difícil (BETTELHEIM, 2000, p.74).

Por isso é importante que a criança possa além de ouvir o conto
quantas vezes desejar, poder também se demorar nele, falar sobre ele, sobre o que
sente, só assim aproveitará profundamente tudo o que o conto tem a oferecer. Só a
partir daí é que poderá fazer associações pessoais, gerando um significado totalmente
próprio dela. Isso é que a auxiliará a lidar com os problemas que a angustia.

Até que um dia ela dispensará a história, isso quando já tiver se
apropriado de todos os conteúdos que ela trouxe, trazendo respostas às suas
angústias. A criança também perde o interesse por uma história quando os problemas


trabalhados por ela já não existem mais, foram substituídos por outros. Por isso, o
melhor a fazer é estar atento às orientações dadas pela própria criança.

Até mesmo quando a criança não pede que um conto seja repetido,
mas o adulto perceber que ela de alguma forma ficou encantada, poderá repeti-lo em
outra ocasião. Isso porque quando o contato entre o conto e a criança se dá apenas
uma vez, elementos importantes para ela podem se perder, elementos esses que
requerem tempo para serem apreendidos e elaborados.

No entanto, mesmo que o adulto consiga entender porque um
determinado conto está encantando uma criança, não deve tentar explicar os motivos a
ela.

Explicar a uma criança por que um conto de fadas é tão cativante para ela,
destrói, acima de tudo, o encantamento da história, que depende, em grau
considerável, da criança não saber absolutamente por que está maravilhada
(BETTELHEIM, 2000, p.27).

Além disso, por mais certo que o adulto esteja de suas interpretações,
dizê-las à criança seria como privá-la da oportunidade de entender e enfrentar por ela
mesma seus problemas, de sentir que é capaz de, de alguma forma, amenizar seus
anseios. Nós crescemos, encontramos sentido na vida e segurança em nós mesmos
por termos entendido e resolvido problemas pessoais por nossa conta, e não por eles
terem sido explicados por outros (BETTELHEIM, 2000, p.27).

Dessa forma as crianças teriam a oportunidade também de se
apropriarem da história, de transformarem essa história em algo seu. Isso se dá através
das associações pessoais que ela faz. Por esse motivo as ilustrações das histórias
podem desviar a criança desse caminho, fazendo com que dificulte justamente essas
associações pessoais, pois ali estarão as visões e associações do ilustrador e não dela.

As ilustrações distraem em vez de contribuir. Por melhor que sejam as
ilustrações, contribuem bem pouco para os contos de fadas...Se uma história
diz que ‘ele subiu numa montanha e viu um rio no vale abaixo’, o ilustrador pode


apreender, ou quase apreender sua própria visão da cena, mas cada ouvinte
formará seu próprio quadro que será constituído de todas as montanhas e vales
que já viu, mas especialmente do Vale, da Montanha e do Rio que formaram
para ele a primeira personificação do mundo (Tolkien, apud BETTELHEM, 2000,
p.76).

Sem dúvida as crianças preferem os volumes ilustrados (e também os
adultos), pois assim se poupam do “trabalho” de ter que imaginar a cena descrita, no
entanto, se deixarmos um ilustrador determinar nossa imaginação, ela se torna menos
nossa e a história perde muito de sua significação pessoal (BETTELHEIM, 2000, p.76).

As imagens formadas em nossa mente através de um relato, não são
ao acaso. São fruto de impressões e experiências pessoais, que têm enorme
significado para a pessoa. Quando apenas contemplamos uma ilustração, não nos
apoderamos desse processo, não tendo nenhum significado profundo.

Como sabemos, os contos de fadas, como nenhuma outra literatura
leva a criança ao encontro da descoberta de sua individualidade, de sua identidade
única. Para isso, é importante que se apresente à criança sempre as versões originais
ou clássicas dos contos de fadas, atentando para as edições que encontramos por aí
que são versões amesquinhadas e simplificadas, que amortecem os significados e
roubam-nas de todo o significado mais profundo, onde os contos de fadas são
transformados em diversão vazia (BETTELHEIM, 2000, p.32). A eliminação de detalhes,
por mais insignificantes que possam parecer, pode fazer com que o conto perca seu
mais profundo significado.

Ainda para atingir esses objetivos e ser realmente significativo, o conto
de fadas deveria ser contado em vez de lido.

Isso porque ao contar é permitido uma maior flexibilidade, um maior
envolvimento emocional entre quem conta, quem ouve e o próprio conto. Portanto, não
servirá de nada aproximar-se da narrativa dos contos de fadas com intenções didáticas


(BETTELHEIM, 2000). Querer trabalhar “didaticamente” com os contos seria
transformá-los em um tipo de literatura que fala apenas ao consciente da criança,
sendo que o maior mérito deles é justamente atingir diretamente o inconsciente da
criança. Além disso, o professor deve ter intimidade com o conto, conhecê-lo
previamente para poder contá-lo de forma agradável e convincente.

Muitos adultos de hoje não passaram pela experiência do prazer de
ouvir de seus pais um conto de fadas. Não conhecem o encantamento e a importância
desse tipo de literatura na infância. Assim, fica difícil mostrar empatia e desenvoltura
para contá-los as crianças. Nesse caso, diz Bettelheim (2000, p. 149) que apenas uma
compreensão intelectual da importância dos contos é que pode (em partes) substituir
essa falta. Se ainda assim um adulto pensa que estes contos são apenas um monte de
mentiras, é melhor não contá-los, pois não será capaz de relatá-los de forma a
enriquecer a vida da criança.

Ainda em relação ao adulto, é importante lembrar que ele deve ser
sempre a ponte entre a criança e o conto. Isso porque, quando ela lê sozinha e
encontra ali relações com suas fantasias (especialmente as indesejáveis) pode
acreditar que tudo aquilo não é aprovado pelos adultos, que ela é quem está errada. Ao
contrário, se os pais contam a história, acredita que eles aprovam as soluções que ali
estão e, ainda, passarão a mensagem de que consideram seus conflitos internos
dignos de valor e realmente existentes. Por conseqüência a criança sente que ela
mesma é importante.

Alem disso, quando pais contam a seus filhos uma história, sem
dúvidas estamos diante de um momento único de interação e ternura, que por si só já
valeria a pena. Vale lembrar ainda que Lewis Carrol, o autor de “Alice no País das
Maravilhas” chamou os contos de fadas de “presentes de amor”, de forma muito sábia.
Presente esse que deveria ser sempre oferecido às crianças por seus pais e
professores.


Contos De Fadas e Psicopedagogia

A psicopedagogia tem como objeto de estudo e trabalho a problemática
da aprendizagem e todos os processos envolvidos nessa questão, por isso não se pode
deixar de olhar o que está acontecendo entre a inteligência e os desejos inconscientes
do sujeito.

As histórias infantis como referências simbólicas a essas questões
inconscientes constituem um importante instrumento psicopedagógico, uma vez
que remetem ao sonho, à fantasia e iluminam o ser humano no que lhe é
próprio: a capacidade de sonhar e simbolizar. (LIMA, 2003).

Por isso, incorporar na prática psicopedagógica os milenares e sábios
contos de fadas pode tornar os atendimentos mais criativos, sérios e incisivos quanto
ao resgate das dificuldades de aprendizagem.

A linguagem do simbólico, o universo das metáforas e a interpretação e
a leitura que se faz desses conteúdos, contribuem imensamente tanto para o
diagnóstico como para o tratamento psicopedagógico, já que o conceito de
aprendizagem com o qual trabalha a psicopedagogia remete a uma visão de homem
como sujeito ativo num processo de interação constante com o meio físico e social,
interferindo nesse processo o seu equipamento biológico, suas condições afetivoemocionais
e intelectuais.

Os contos de fadas desenvolvem a capacidade de fantasia infantil, são
para as crianças, o que há de mais real dentro delas. Enquanto diverte a criança, os
contos a esclarecem sobre si mesma e favorecem o desenvolvimento da sua
personalidade. Por isso, um conto trabalha o aspecto afetivo, psicológico e cognitivo.

Muitas vezes, uma criança chega ao atendimento psicopedagógico com
sua auto-estima abalada, com uma auto-percepção negativa, sendo papel do
psicopedagogo tentar auxiliá-la a reestabelecer confiança em si mesma, em acreditar
nas suas capacidades.


Nessa questão, os contos de fadas podem auxiliar o profissional. Já
citamos a importância e o impacto psicológico que eles causam a partir de sua estrutura
fixa e, especialmente, com o final feliz que apresentam. Isso porque ao ouvir os relatos
de personagens (com os quais a criança se identificou) que passaram por dificuldades
e venceram, e mais fácil acreditar na sua própria vitória.

Sabemos que quanto mais infelizes e desesperados estamos, tanto mais
necessitamos de ser capazes de nos envolvermo-nos em fantasias otimistas.
Embora a fantasia seja “irreal”, os bons sentimentos que ela nos dá sobre nós
mesmos e nosso futuro são “reais”, e estes bons sentimentos reais são o que
necessitamos para sustentar-nos (BETTELHEIM, 2000, p. 157).

O final feliz pode realmente contribuir para a formação de uma crença
positiva na vida. No entanto, é preciso ressaltar a palavra contribuir, ou seja, nenhum
conto fará isso sozinho. É salutar deixar claro a importância do papel dos pais,
professores e psicopedagogos mostrando confiança na criança e verdadeiramente
ensinando-a a ter esperança no futuro. Isso será possível se a criança realmente se
sentir acolhida, com olhares de encorajamento e aprovação.

No início da idade escolar, a criança está entrando na fase de latência.
Nessa fase, toda a energia da criança, que antes estava no aspecto sexual, envolvida
nas questões edípicas, agora é sublimada e se volta com força para as coisas da
escola, para a aprendizagem. Assim, o objeto de desejo é substituído pela busca do
conhecimento.

A criança entra na fase de latência utilizando o mecanismo de sublimação, e a
aprendizagem escolar pode vir a ser muito gratificante por ser compreendida
por ela como forma de brincar e de reparar objetos internos (TINOCO, 1999, p.
25).

Portanto, a aprendizagem ocorre quando sublimamos, ou seja, quando
transferimos um objeto de desejo para outro, no caso, o conhecimento.


Dessa forma, agora a aprendizagem escolar representa a oportunidade
de resolver temores internos, o que fazia antes através da brincadeira.

Melanie Klein in TINOCO (1999, p.26) observou que diversas atividades
escolares representavam para as meninas, formas de restaurar seu próprio corpo. E
muitas vezes, ter um caderno bonito e em ordem pode representar, de forma simbólica,
ter um corpo saudável e intacto.

Nos meninos, o sentimento de competição nessa fase é muito grande,
pois fantasiam que superando seus colegas na sala, poderão superar também seu pai.

No entanto, isso acontece com uma criança que viveu de forma
satisfatória a fase fálica e elaborou ou está elaborando de forma tranqüila o complexo
de Édipo (como já citamos essa fase e seus acontecimentos são decisivos na vida da
maioria das pessoas, segundo a psicanálise).

Por outro lado, quando uma criança está em uma situação psíquica
difícil, não pode focar sua energia para as coisas da escola, pois ela estará voltada para
a resolução desses problemas. Muitas crianças, mesmo sem déficit algum de
inteligência, nenhum comprometimento neurológico podem apresentar dificuldades na
escola quando passam, por exemplo, por conflitos familiares, que consomem sua
energia ou a faz regredir ou se fixar em uma fase anterior de desenvolvimento.

Tinoco (1999, p.28) ressalta que a alfabetização pode ser bloqueada
por conflitos internos da criança, relacionados com a não elaboração da situação
Edípica. Isso porque algumas habilidades importantes para a leitura e escrita estão
relacionadas aos seus desejos edípicos, que ela quer sufocar, não sabendo como lidar
com eles. Assim, se fecha também para as novas aprendizagens, o que também a
tornaria mais forte, despertando o medo de ser igual ou superior ao pai (no caso dos
meninos) ou à mãe (no caso das meninas). Por isto a aprendizagem escolar se dá por


volta dos sete anos, com uma maturação neurofuncional própria desta idade e com a
resolução do complexo de Édipo.

Portanto, quando não está com o ego bem estruturado e fortalecido, as
pressões exercidas sobre a psique são quase insustentáveis por ele. É claro que em
casos específicos, onde o psicopedagogo diagnosticar que problemas de ordem
emocional atingem a criança é preciso encaminhá-la para atendimento com
profissionais capacitados para tal. Mas até mesmo para essa percepção, para esse
encaminhamento é preciso que o psicopedagogo conheça essa dinâmica, conheça o
poder dos desejos inconscientes. É preciso uma escuta atenta e sensível, para
perceber o que realmente está ocasionando a dificuldade apresentada.

De acordo com a psicanálise todos os aspectos da vida de um indivíduo
não podem ser analisados separadamente, portanto, todos os acontecimentos de sua
vida (desde mesmo durante a vida intra-uterina) influenciam direta ou indiretamente sua
vida, o que estende à dinâmica escolar, na relação do sujeito com o conhecimento e
tudo o que ele pressupõe.

Para que a aprendizagem escolar aconteça de forma satisfatória, o
indivíduo precisa abrir mão de uma fase da vida, para entrar em outra. Isso pressupõe
crescimento, e crescimento pressupõe separações e perdas dolorosas, como a quebra
da relação simbiótica com a mãe, elaborações de questões edípicas e angústia de
castração.

Simbolizar é sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro. Daí a
importância do estudo da função simbólica na psicopedagogia, uma vez que,
para que ocorra a aprendizagem é necessário perder um objeto para então
ganhar e apropriar-se de outro. A vida também é uma troca. Quando
substituímos, simbolizamos e então amadurecemos (LIMA, 2003).

Além desse aspecto, podemos citar também a importância das
conversas que são estabelecidas após cada conto. Ao se falar sobre o herói, seus
problemas, suas dificuldades, a criança consegue entender e visualizar melhor seus


próprios problemas. Isso porque é muito mais fácil e menos perigoso falar de problemas
alheios. Desta maneira, acontece um encontro com sentimentos dolorosos ou
ameaçadores, mas de forma indireta e alternativa (FELDMAN, 1996, p.37). Ela pode
falar de sentimentos que são seus, projetando-os no personagem em questão.

Também é muito reconfortante para a criança saber que alguém (no
caso o personagem) tem os mesmos problemas que ela e mais, que foi possível
superá-los. Segundo Bettelheim (2000), o conto de fadas é um espelho onde podemos
nos reconhecer com problemas e propostas de soluções que só podem ser elaborados
na imaginação. Dessa forma, os contos podem:

...esclarecer inconscientemente os processos e conflitos internos de forma
simbólica e impessoal, para que a criança tenha a oportunidade de visualizar
seus conflitos como um observador, auxiliando dessa forma, nas resoluções e
promovendo o amadurecimento emocional e cognitivo (LIMA, 2003).

Portanto, é preciso que o professor ou o psicopedagogo esteja atento
às necessidades das crianças que estão sob sua responsabilidade, dirigindo de modo
eficiente as propostas de discussões após um conto, permitindo que cada um fale de
seus sentimentos de forma espontânea, respeitando sempre a individualidade, o desejo
e o direito de cada um de falar ou não sobre o que sente.

Todo educador deve conhecer muito bem a criança com quem trabalha.
Conhecer seu estágio de desenvolvimento, suas necessidades, seu nível de
pensamento. Essa necessidade é ainda maior para o psicopedagogo. Ele precisa estar
verdadeiramente interagindo com as crianças que atende. Por isso, deve conhecer sua
necessidade de mágica, de fantasia para assegurar-lhe esse direito. É preciso nunca
perder de vista a complexidade e totalidade do ser humano, lembrando-se sempre que
a criança que ali está é corpo, mente, emoção, que é resultado de influências sociais, é
alguém que tem desejos, preferências, medos, angústias, alegrias, como qualquer outro
ser humano.


O que vemos em muitas escolas é na verdade, a criança sendo muitas
vezes, subjugada e subestimada pelos adultos, não tendo suas reais necessidades
atendidas. Segundo Bettelheim (1988, p. 355) isso faz com que seja oferecido à
criança,

...um mundo insípido, um mundo que não reconhece os seus e os nossos
medos mais profundos, assim como os desejos mais satisfatórios. O que é
igualmente desastroso é que, ao tornarmos o mundo insípido para eles,
estamos contribuindo para também tornar insípido o sentimento deles por nós,
algo que faz sofrer tanto a eles como a nós. Se, por outro lado, pudéssemos
devolver a magia ao mundo de nossos filhos, ela também seria devolvida a
nossas relações, que se enriquecem enormemente com isso.

Portanto, acreditamos que os contos de fadas podem ser aliados no
diagnóstico bem como no acompanhamento psicopedagógico, auxiliando o profissional
a conhecer a criança com a qual trabalha. Além disso, acreditamos também na
possibilidade dos contos serem usados pela psicopedagogia de forma preventiva.

Se os contos atingem o seu ápice quando a criança tem por volta de
cinco anos, estando no auge dos conflitos edípicos, seria interessante eles estarem
presentes na vida da criança desde a educação infantil, auxiliando-a na elaboração
desses conflitos. Elaboração essa que poderia prevenir problemas futuros que acabam
desencadeando dificuldades de aprendizagem, já que essa é uma fase de grande
importância na vida do ser humano.

COMO REEDUCAR PAIS DE TDA/H

Intervenção Multidisciplinar

O tratamento do TDAH envolve uma abordagem múltipla, englobando intervenções psicopedagógicas, psicossociais e psicofarmacológicas. Muitas vezes, é necessário um programa de treinamento para os pais, com ênfase em intervenções comportamentais, a fim de que aprendam a manejar os sintomas dos filhos. É importante que eles conheçam as melhores estratégias para o auxílio de seus filhos na organização e no planejamento das atividades (por exemplo, essas crianças precisam de um ambiente silencioso, consistente e sem maiores estímulos visuais para estudar). Além disso, esses programas devem oferecer treinamento em técnicas específicas para dar os comandos, reforçando o comportamento adaptativo social e diminuindo ou eliminando o comportamento desadaptado (por exemplo, através de técnicas de reforço positivo).
Rohde e Benczik (1999, s.p.) consideram que, na maioria das vezes, é necessária a combinação de várias das seguintes intervenções:
• esclarecimento familiar sobre o TDAH;
• intervenção psicoterápica com a criança ou adolescente;
• intervenção psicopedagógica e/ou de reforço de conteúdos;
• uso de medicação
• orientação de manejo para a família;
• orientação de manejo para os professores.
Intervenções no âmbito escolar também são importantes. Nesse sentido, idealmente, os professores deveriam ser orientados para a necessidade de uma sala de aula bem estruturada, com poucos alunos. Rotinas diárias consistentes e ambiente escolar previsível ajudam essas crianças a manter o controle emocional. Estratégias de ensino ativo, que incorporem a atividade física com o processo de aprendizagem, são fundamentais. As tarefas propostas não devem ser demasiadamente longas e necessitam ser explicadas passo a passo. É importante que o aluno com TDAH receba o máximo possível de atendimento individualizado. Ele deve ser colocado na primeira fila da sala de aula, próximo à professora e longe da janela, ou seja, em local onde ele tenha menor probabilidade de distrair-se. Muitas vezes, crianças com TDAH precisam de reforço de conteúdo em determinadas disciplinas. Isso acontece porque elas já apresentam lacunas no aprendizado no momento do diagnóstico, em função do TDAH. Topczewski destaca que professores que possuam alunos que apresentam problemas de hiperatividade devem ter muita paciência e disponibilidade, pois eles precisam de muita atenção. A criança hiperativa geralmente possui baixa auto-estima pelo fato de apresentar dificuldades na concentração e os professores que não conhecem os problemas relacionados ao TDAH consideram-na como exemplo negativo para os demais alunos (TOPCZEWSKI apud SILVA, 2004, p. 37).
Além das medidas já citadas, a atividade física regular é fundamental para qualquer criança, mais importante ainda para aquelas com este transtorno, especialmente quando os sintomas de hiperatividade são mais intensos. Devem-se escolher atividades e jogos nos quais a criança possa aprender e conviver com regras e limites. Esta é uma oportunidade de ela gastar energias de uma forma produtiva.
Intervenção psicopedagógica

A criança com TDAH apresenta dificuldades na atenção e concentração, culminando em desinteresse e indisciplina em tarefas que requeiram responsabilidades. O tratamento é medicamentoso e requer intervenção psicopedagógica, a fim de trabalhar esses déficits e reeducar a família. O trabalho do psicopedagogo é muito importante pois auxilia, atuando diretamente sobre a dificuldade escolar apresentada pela criança, suprindo a defasagem, reforçando o conteúdo, possibilitando condições para que novas aprendizagens ocorram e orientando pais e professores. É necessário um acompanhamento centrado na forma do aprendizado, como, por exemplo, nos aspectos ligados à organização e ao planejamento do tempo e das atividades. O tratamento reeducativo psicomotor pode estar indicado para melhorar o controle do movimento.
A tarefa primordial do psicopedagogo é a de afastar o sintoma e inserir a aprendizagem lúdica. Por exemplo: se não sabe formar frases, deve-se detectar o que sabe e o que deve ser inserido para assimilação. Segundo Chamat (2008, p.59-60), a forma lúdica do conhecimento formal deve ser inserida na primeira parte da sessão e outros elementos lúdicos como jogos, na segunda. Esses últimos podem ser utilizados como estímulos reforçadores da primeira parte. Essa autora aponta que todo trabalho deve começar pela relação vincular, paralelamente à comunicação, com desenhos, pinturas, que desenvolve a auto-estima e as relações vinculares, iniciando assim, a aprendizagem. As técnicas mais utilizadas são os jogos de exercícios sensório-motores, ou de combinações intelectuais, como damas, xadrez, carta, memória, quebra-cabeça, entre outros. Os jogos com regras permitem à criança, além do desenvolvimento social quanto a limites, à participação, o saber ganhar, perder, o desenvolvimento cognitivo, e possibilita a oportunidade para a criança detectar onde está, o porquê e o tipo de erro que cometeu, tendo a chance de refazer, agora, de maneira correta. Podem ser usadas técnicas que envolvam escritas, como escrever um livro e ilustrá-lo, pode despertar nela em criar algo seu e admirar seu trabalho final, podendo isso, ser estendido às lições em sala de aula.
Segundo Topczewski (1999), podem-se usar métodos didáticos alternativos para melhoria do comportamento e desenvolvimento pedagógico da criança hiperativa:

a) Trabalhar com pequenos grupos, sem isolar as crianças hiperativas;
b) Dar tarefas curtas ou intercaladas, para que elas possam concluí-las antes de se dispersarem;
c) Elogiar sempre os resultados;
d) Usar jogos e desafios para motivá-los;
e) Valorizar a rotina, pois ela deixa a criança mais segura, mantendo sempre o estímulo, através de novidades no material pedagógico;
f) Permitir que elas consertem os erros, pedindo desculpas quando ofender algum colega ou animarem a bagunça da classe; A abordagem combinada (medicação + abordagem psicoterápica comportamental com as crianças e orientação para os pais e professores)
g) Repetir individualmente todo comando que for dado ao grupo e fazendo-o de forma breve e usando sentenças claras para entenderem;
h) Pedir a elas que repitam o comando para ter certeza de que escutaram e compreenderam o que o professor quer;
i) Dar uma função oficial às crianças, como ajudantes do professor; isso faz com que elas melhorem e abram espaços para o relacionamento com os demais colegas;
j) Mostrar limites de forma segura e tranqüila, sem entrar em atrito;
k) Orientar os pais a procurarem um psiquiatra, um neurologista ou um psicólogo.

Além disso, considera-se de fundamental importância os pais colocarem limites para as crianças em todas as situações necessárias. Isso é necessário para que ela possa transferir suas atitudes positivas para o ambiente escolar. Os pais devem ser constantemente trabalhados com orientações e questionamentos nas atitudes errôneas e a criança com jogos, mostrando o erro e causa deles (CHAMAT, 2008, s.p.)
TDAH E FAMÍLIA - REEDUCAÇÃO DOS PAIS

As crianças e adolescentes com transtorno apresentam dificuldades importantes de manter a atenção focalizada em um único estímulo, principalmente em ambientes não- estruturados. Algumas estratégias podem ajudar estes jovens. O tratamento de crianças com TDAH exige um esforço coordenado entre os profissionais das áreas médica, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais. Esta combinação de tratamentos oferecidos por diversas fontes é denominada de intervenção multidisciplinar. Um tratamento com esse tipo de abordagem inclui:
• treinamento dos pais quanto à verdadeira natureza do TDAH e em desenvolvimento de estratégias de controle efetivo do comportamento;
• um programa pedagógico adequado;
• aconselhamento individual e familiar, quando necessário, para evitar o aumento de conflitos na família;
• uso de medicação, quando necessário.
Chamat (2008, p. 84) afirma que “a disciplina constitui-se em elemento direcionador e organizador do pensamento da criança. As mensagens não podem ser ambíguas nem contraditórias, o que deixaria a criança ainda mais desorganizada e sem limites”. Portanto, o aspecto mais importante em qualquer estratégia ou programa de redução do comportamento hiperativo e/ou impulsivo é a orientação aos pais.
Segundo Barkley (2008, p. 207), as reações de pais de crianças com TDAH parecem se caracterizar por um estilo de disciplina mais frouxo e com táticas de controle ineficientes. A criança com TDAH geralmente viola as regras, negligência tarefas doméstica, opõe-se as tarefas de casa e definitivamente perturba a paz. Existem alguns princípios que os pais podem trabalhar com seus filhos para melhorar o comportamento deles, seus relacionamentos sociais e o ajuste geral em casa. Os pais devem:

a) Compreender que, para poder controlar em casa o comportamento resultante do TDAH, é preciso ter um conhecimento correto do distúrbio e suas complicações.
b) Ser coerentes, previsíveis em suas ações e mostrar apoio às crianças em suas interações diárias, pois como foi dito, este não é apenas um problema que pode ser curado. O distúrbio afetará a criança durante toda sua vida.
c) Manter-se numa posição de intermediação entre a escola e outros grupos.
d) Dar instruções positivas.
e) Cuidar para que seus pedidos sejam feitos de maneira positiva ao invés de negativa.
f) Recompensar amplamente o comportamento adequado. Crianças com TDAH exigem respostas imediatas, freqüentes, previsíveis coerentemente aplicadas ao seu comportamento.
g) Planejar adequadamente.
h) Aprender a reagir aos limites de seu filho de maneira positiva e ativa. As regras devem ser claras e concisas. Atividades ou situações nas quais já ocorreram problemas, devem ser evitadas.
i) Punir adequadamente, porém compreendendo que a punição só trará uma modificação de comportamento para a criança com TDAH, se acompanhada de uma estratégia de controle.

Conforme Silva:
Quando for necessário o castigo por desobediência, é necessário que os pais sejam coerentes e constantes: se disser que irá castigá-lo, realmente o faça. Dizer e não fazer será interpretado pela criança como sinal de que nada acontecerá. E faça o que realmente disse que faria. Por exemplo, uma semana de castigo deve durar uma semana. Encurtar o período porque a criança está fazendo birra, cara de choro ou sendo um “anjinho” terá o efeito de mostrar para a criança que ela pode controlá-lo e manipulá-lo. Então ela irá aprender a manipular em vez de aprender que há conseqüências desagradáveis para seu inadequado comportamento. Após a repreensão, mostre a ela que novas chances de acertar serão sempre dadas e incentive-a a aproveitá-las sempre (2003, p. 70).
E, acima de tudo, os pais devem ter sempre em mente que toda melhora de comportamento leva tempo e somente o treinamento repetido torna a criança apta a “administrar” seu TDAH.
Disciplinar uma criança, especialmente uma criança com TDAH, torna-se muito mais complicado pela própria reação emocional ao que consideramos mal comportamento ou outras falhas sociais. Quanto mais consumidos emocionalmente com o comportamento dos filhos, mais os pais ficam propensos a usar estratégias disciplinadoras ineficientes ou inadequadas, como bater, gritar, ameaçar, incomodar ou não demonstrar amor e atenção. Quando a emoção toma conta, o resultado é tipicamente inferior ao desejado, talvez até passível de arrependimento. Escolher a maneira de disciplinar é um dos aspectos mais importantes ao educar uma criança com TDAH. Um aspecto essencial ao aprender como disciplinar um filho de maneira eficiente é compreender o que ele é capaz de fazer e quando está mais preparado para fazê-lo. Uma criança com TDAH precisa se apoiar em seu pai nas ocasiões em que não consegue se controlar. Se ele ficar zangado, aborrecido ou fora de controle, não vai poder propiciar o tipo de apoio emocional e disciplinar necessários para resolver o problema.
Conforme Kicarr:
Uma criança com TDAH precisa do apoio dos pais da mesma maneira que uma pessoa com o pé quebrado necessita de muleta. A muleta não é permanente. No entanto, para se sentir confortável na continuação da rotina, é preciso que o pé quebrado e a muleta trabalhem juntos para minimizar o desconforto. À medida que a criança com TDAH amadurece, precisa menos do apoio dos pais e mais da sua experiência e de seus recursos. Crianças portadoras de TDAH anseiam por soluções de uma maneira saudável, principalmente quando se vêem como a fonte do problema (2006, s.p.).
Quando um pai começa a aceitar o comportamento do filho, acontece um interessante paradoxo: o comportamento problemático diminui de freqüência, intensidade e duração. Isto não significa que o comportamento inadequado é aceito. Na realidade, a criança é aceita pelo que é e pelo que pode ou não fazer em determinado momento. Também não quer dizer que o TDAH pode ser usado como desculpa para um comportamento inadequado ou desrespeitoso. Os pais podem e devem responsabilizar os filhos pelo que fazem, mantendo uma posição de amor e apoio.
Barkley (2008, p. 465) comenta que diversos estudos comprovaram a eficácia e a efetividade do treinamento parental no controle do comportamento infantil, em crianças desobedientes e especificamente dos problemas comportamentais relacionados com o TDAH. Devido ao déficit na inibição comportamental as crianças com TDAH não dispõe de boa capacidade de pensar sobre as conseqüências de seus atos, necessitando assim, de maior controle externo. O treinamento parental aplica-se especialmente a esse objetivo terapêutico. Outra justificativa para reeducação dos pais é o potencial de ajudar em problemas com o vínculo emocional entre pais e filhos. Pesquisas apontam que crianças com TDAH apresentam um apego menos seguro que crianças saudáveis. Como as intervenções de reeducações de pais (ou treinamento parental) ensinam aos pais como interagir com as crianças de formas mais efetivas e menos estressantes, o treinamento pode contribuir para uma melhora no vínculo emocional entre pais e filhos. Isso pode melhorar o clima emocional dentro da família e reduzir a probabilidade de que a criança desenvolva os tipos de problemas de longo prazo associados ao apego inseguro.
Para Minuchin e Fishman na teoria dos sistemas familiares:
Há influência do uso de treinamento parental em populações com TDAH. Segundo esse ponto de vista, o fato de haver uma criança com TDAH coloca a família em maior risco de perturbações nos relacionamentos familiares, podendo incluir problemas na aliança entre pai e mãe ou entre irmãos, que excluem o irmão afetado. Quando isso ocorre, a teoria dos sistemas familiares prevê que deve haver mudanças na estrutura familiar para que o funcionamento melhore. Com essa finalidade, o treinamento parental pode fortalecer a aliança entre os pais ensinando-os maneiras de criar um filho com TDAH. (apud BARKLEY, 2008, p. 467).
Enfim, conhecer as características do transtorno, permanecer calmo com os filhos portadores de TDAH e estabelecer hábitos eficientes de disciplina são atitudes inseparáveis. Ficar calmo e disciplinar com consistência traz como resultado uma criança que compreende, focaliza sua atenção e assume responsabilidade por suas próprias ações e comportamentos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se concluir que as relações entre pais e filhos com TDAH (transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) provavelmente se caracterizem por mais conflitos, por uma disciplina mais frouxa e por estratégias familiares menos adaptativas do que o observado em famílias comuns. Grande parte dos conflitos pode vir do TDAH das crianças e do seu impacto sobre o funcionamento da família. O comportamento dos pais, suas características (psicopatologias) e possivelmente, seus padrões de ocupação podem estar relacionados, se não contribuindo com essas interações problemáticas. Esses conflitos, o estresse, bem como as reações e as estratégias parentais negativas provavelmente ocorrem em níveis mais altos em famílias apresentam crianças com TDAH, principalmente se for co-mórbido com outros transtornos, TDO (transtorno desafiador opositivo), por exemplo. Portanto, é de fundamental importância a reeducação e orientação dos pais de forma constante, a fim de que possam modificar e adquirir novos hábitos, principalmente no que diz respeito à disciplina, imposição e aquisição de limites de seus filhos com TDAH para, assim, ajudá-los a enfrentar melhor os sintomas negativos que o transtorno lhes confere.
REFERÊNCIAS

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